quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014




Ode ao Dragão
Sinais do tempo atravessaram minha vida.
Vi um dragão lutando contra o infinito
Numa noite escura e sem cor
Onde artifícios do demônio
Assolavam a minha alma
Oh, quantas vezes há de salvar-me?
Oh quantas mortes terei de ver
Quando tuas asas encerram o vôo
A esperança deixa meu coração.
A culpa de mil anos vividos
Em um corpo tão jovem e ressequido
A imagem funesta de um sorriso
Que nada mais é que uma máscara
Oh quantas vezes há de salvar-me?
Vejo seu corpo sangrando
Oh quantas mortes em meus ombros
A vida que se esvai
No rugir surdo do Dragão caído.
Há sangue em minhas mãos
Sangue de mil inocentes que se foram
As almas clamam perdão
Mas a minha é pura escuridão
Oh, quantas vezes há de salvar-me?
A confiança se partiu
Nos mil pedaços do coração derrotado
Oh, maldita afeição

Uma lança Trespassou meu coração.




Meara Thalicairion